A POLÍTICA COMO VOCAÇÃO – MAX WEBER

31 07 2011

Política Como Vocação, A Cod. do Produto: 205612

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Gerth, H.H e C. Wright Mills
Max Weber (1919) “A política como vocação”, em H. H. Gerth e C. Wright Mills, orgs. Max Weber – Ensaios de Sociologia, Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1967: 55-89.
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A política como vocação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Politik als Beruf’
A política como vocação
Autor Max Weber
Idioma alemão
País Alemanha
Lançamento 1919

A política como vocação (em alemão Politik als Beruf) foi uma conferência feita por Max Weber, um economista e sociólogo alemão, a estudantes da Universidade de Munique em janeiro de 1919 e publicada em outubro do mesmo ano.

Neste ensaio Weber funda uma definição de Estado que se tornou clássica para o pensamento político ocidental, atribuindo-lhe o monopólio da violência.

“A Política como vocação” foi a segunda palestra em uma série sobre o trabalho intelectual como uma profissão “, apresentada em 28 Janeiro 1919 na Universidade de Munique. O texto deste trabalho foi publicado em julho de 1919 e logo tornou-se um clássico da ciência política contemporânea por expor diversas questões de primeira importância para o a vida política de sua época e que, ainda hoje, podem subsidiar análises de nossa política contemporânea. A política como uma profissão se tornou um clássico da ciência política.

Índice

O Estado como detentor do monopólio da violência

Weber compreende como “política” qualquer tipo de liderança independente em ação. Por se tratar de um termo que abarca uma grande gama de relações humanas, para fins de sua palestra, limita o uso do termo ao tipo de liderança exercida pelas associações políticas e, mas recentemente, pelo Estado.
Ele reconhece que o uso da força é um meio específico de atuação do Estado: “O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território”. Essa entidade assume-se como a única fonte do direito de usufruto da violência.
Em decorrência disso, a “política” significaria a participação no poder ou a luta para influir na distribuição do poder. Quem participa da ativamente da política luta pelo poder, quer como um meio de servir a outros objetivos, ideais ou egoístas, quer como ‘o poder pelo poder’, ou seja, a fim de desfrutar a sensação de prestígio atribuída ao poder”. Em última instância, o Estado seria a relação de homens dominando homens por meio da violência legítima.

Formas de legitimação da dominação

São três os tipos de justificações e legitimações básicas da dominação:
Dominação tradicional: exercido pelo patriarca e pelo príncipe patrimonial de outrora. Dar-se pela crença na santidade de quem dá a ordem e de suas ordenações, como na manifestação da autoridade patriarcal onde o senhor ordena e os súditos obedecem. O ordenamento é fixado pela tradição e sua violação seria um afronto á legitimidade da autoridade. Os dominados são totalmente dependentes do senhor e ganham seus cargos seja por privilégios ou concessões feitas por ele, não há um estatuto e o senhor pode agir sem maiores limitações externas à sua vontade.
Dominação carismática: exercido pelo profeta, ou, no campo da política, pelo senhor de guerra eleito, pelo governante plebiscitário, o grande demagogo ou o líder do partido político. Os dominados obedecem devido às qualidades excepcionais do dominador, as quais lhe conferem poder de mando. Um característica importante deste tipo de dominação é que a confiança dos dominados no carisma do líder é volúvel e esta forma de dominação tende para a via tradicional ou legal.
Dominação legal: exercido em virtude da legalidade, pela fé na validade do estatuto legal e da competência funcional, baseada em regras racionalmente criadas. É exercido pelo moderno “servidor do Estado” e aos demais portadores do poder que a este se assemelham a obediência está fundamentada na vigência e aceitação da validade intrínseca das normas e seu quadro administrativo é mais bem representado pela burocracia. Este tipo de dominação legal baseia-se na existência de um estatuto que pode criar e modificar normas, desde que esse processo seja legal e de forma previamente estabelecido. Nessa forma de dominação, o dominado obedece à regra, e não à pessoa em si, independente da qualidade intrínsecas do líder. A autoridade de dominante decorre de ato normativo que lhe concede acesso a um posto previamente delimitado. O cargo é impessoal e não pertence a um determinado indivíduo. Um exemplo do uso da dominação legal é o Estado Moderno, no qual há uma hierarquia organizada e regulamentada. A forma mais pura de dominação legal é a burocracia.

Viver “da” e “para” a política

Weber discorre sobre o processo de formação do Estado Moderno (resultado da monopolização dos meios de gestão da violência), destacando como ele foi acompanhado com o surgimento de uma figura muito peculiar no Ocidente: o político profissional.
Ele diferencia dois tipos essenciais do políticos: os que vivem para a política e os que vivem da política.
O político que vive da política é aquele que não possui recursos materiais para a sua subsistência para além dos recursos provindos da própria atividade política. Sua atuação pública se confunde com uma luta não apenas por ideais comuns ou interesses de classes, mas também pela conquista de meios de conseguir renda, o que de alguma forma prejudica a capacidade de distanciamento para a análise racional dos problemas de seu cotidiano enquanto profissional da política.
Já o político que vive para a política representaria o tipo ideal no âmbito de atributos do político vocacionado, pois sua independência diante da remuneração própria da atividade política significa, também, uma independência de seus objetivos no decorrer da vida pública. Sua conduta pode esta voltada para a busca de prestígio, honra, ideais, ou até mesmo do “poder pelo poder”, mas não tomaria como prioridade a busca por recompensas financeiras em decorrência da profissão política, pois já disporia de recursos materiais suficientes.

Ética e política – ética da responsabilidade e das últimas finalidades

Weber sustenta que o resultado final da ação política mantém com freqüência, e às vezes regularmente, uma relação totalmente inadequada e por vezes até mesmo paradoxal com o seu sentido original.
A abordagem ética da política apresentaria uma série de peculiaridades. Ele sustentava que, na política, muitas vezes o “bem” pode gerar o “mal”.
Weber distingue duas ética da ação política, a ética das últimas finalidade (ou ética da convicção) e ética da responsabilidade. A primeira, a ética da convicção, corresponde às ações de um indivíduo que coloca em primeiro plano as crenças e objetivos que juga irrenunciáveis. Um membro de uma determinada seita pacifista, por exemplo, pautaria sua ação política por abster-se completamente de atos violentos, pois, como parece óbvio, paz geraria paz e violência, violência. Nada pareceria mais paradoxal que o uso da força em busca de suas utopias pacifistas.
Todavia, retomando o exemplo da “seita pacifista”, que é um exemplo utilizado pelo autor, na eminência de um conflito armado, alheio à vontade dos membros da seita, toda a comunidade pacifista ficaria à mercê dos invasores, pois não disporiam de meios materiais para protegerem sua comunidade. Tal situação remete-nos á necessidade do político vocacionado priorizar a lógica de uma ética da responsabilidade, pois, para Weber, quem deseja dedicar-se a política, e especialmente a política como vocação, tem de compreender esses paradoxos éticos. O meio decisivo para a política é a violência e um líder político não pode furtar-se a obrigação de empregá-la.
Contudo, o autor indaga que não podemos prescrever a ninguém que deva seguir uma ética de fins absolutos ou uma ética de responsabilidades, embora reconhece que um político vocacionado deve ser movido primordialmente pelo ética da responsabilidade. Mais ainda, ele afirma que a ética de fins últimos e a ética de responsabilidade não são contrastes absolutos, mas antes suplementos, que só em uníssono constituem um homem genuíno – um homem que pode ter a “vocação para a política”.

Atributos de um político vocacionado

A raiz da “vocação” está intimamente ligada do tipo de dominação carismática. A este tipo de dominação que Weber se dedica no decorrer do texto. Os homens não obedecem ao líder carismático em virtude da tradição ou da lei, mas porque acreditam nele.
Há três qualidades que fazem o político vocacionado:
Paixão: dedicação apaixonada a uma causa. Isso não significa uma sentimento movido por uma excitação estéril, mas pela clareza e conduta responsável em torno de ideais e utopias;
Senso de responsabilidade: como guia de ação;
Senso de proporções: capacidade de deixar que as coisas atuem sobre mantendo-se com uma calma íntima. O político deve ser capaz de conseguir distancia-se dos problemas e analisá-los com a gravidade e sobriedade.
Weber afirma que um dos desafios do político vocacionado é o de superar um inimigo bastante comum e demasiado humano: a vaidade vulgar.

Ligações externas

A POLÍTICA COMO VOCAÇÃO. WEBER ( FICHAMENTO)

FICHAMENTO

WEBER, Max. A Política como vocação. In.Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro: Guanabara,1982.

Assunto

O que entendemos por política? O que é uma associação política do ponto de vista sociológico? O que é o Estado?

p.97-98

Síntese

O conceito de política é extremamente amplo, porém queremos compreender a política apenas como a liderança ou a influência sobre a liderança de uma associação política, de um Estado.

O Estado moderno só pode ser definido sociologicamente em termos dos meios específicos peculiares a ele, como peculiares a toda associação política, o uso da força.

Quando e porque os homens obedecem ao Estado, sobre que justificação intíma e sobre que meios exteriores esse domínio repousa.

p.99

Há três justificações interiores, básicas do domínio: O domínio tradicional, o domínio carismático e o domínio legal.

Compreende-se que, na realidade, a obediência é determinada pelos motivos bastantes fortes do medo e esperança e, além de tudo isso, pelos mais variados interesses.

O domínio carismático: raiz de uma vocação em sua expressão mais elevada.

p.99-100

- O líder é pessoalmente reconhecido como líder.

- Os homens obedecem porque acreditam nele.

- Surgiu em todos os lugares e em todas as épocas históricas.

Como os poderes politicamente dominantes conseguem manter seu domínio?

p.100-103

- O domínio organizado exige controle do quadro de pessoal executivo e os implementos materiais da administração.

- Para manter o domínio pela força são necessários certos bens materiais.

- O detentor do poder deve ser capaz de contar com a obediência de seus membros do quadro, autoridades ou quem quer que seja.

- O Estado moderno é uma associação compulsória que organiza a dominação.

Processo de expropriação política

p.103

- Os “políticos profissionais”: Se desenvolveram através da luta dos príncipes com os estamentos, serviram a ele e foram, no passado, o mais importante instrumento de expropriação política.
A política pode ser uma ocupação subsidiária ou uma vocação.

p.103-104

- Os políticos ocasionais: Somos todos políticos ocasionais.Toda relação de muitas pessoas para com a política se limita a isso.

- Os políticos vocacionados: Eram aqueles que, por necessidade do príncipe, se tornavam colaboradores dedicados, total e exclusivamente ao seu serviço.

Como eram os políticos que fizeram da política a sua principal vocação?

p.105

- Há dois modos principais pelos quais alguém pode fazer da política a sua vocação: viver “para” a política ou viver “da” política.Quem luta para fazer da política uma fonte de renda permanente, vive “da” política como vocação, ao passo que quem não age assim vive para a política.
A independência econômica dos que vivem “para” a política.

p.106

Sob o domínio da ordem da propriedade privada, para que uma pessoa possa viver “para” a política deve ser economicamente independente da renda que a política pode proporcionar.

A liderança de um Estado ou de um partido por homens que vivem exclusivamente para a política, e não da política, significa necessariamente um recrutamento plutocrático das principais camadas políticas.

A condução honorífica da política.

p.107

A liderança política pode ser acessível aos ricos ou aos homens sem propriedade que necessitam de recompensa.
As lutas partidárias

p.108

Todas elas são lutas para o controle de cargos, bem como lutas para metas objetivas.

Exemplos: Alemanha, França e Suíça.

A evolução do funcionalismo moderno e a aparição dos “políticos destacados”

p.109-110

- A evolução do funcionalismo moderno se opõe a adaptação a um partido como meio para alcançar o fim de ser beneficiado dessa maneira.

- O aparecimento dos “políticos destacados” se fez juntamente com a ascendência de um funcionalismo especializado, embora em transições menos perceptíveis.

Exemplos do Oriente e do Ocidente

A separação dos funcionários públicos em duas categorias.

p.111-112

Essa separação se deu pelo desenvolvimento da política numa organização que exigia o treinamento na luta pelo poder, e nos métodos dessa luta, tal como o desenvolveram os modernos partidos políticos. Essas categorias são os funcionários “administrativos”, de um lado, e os funcionários “políticos”, do outro.
A peculiaridade típica dos políticos profissionais, dos lideres, bem como de seus seguidores.

p.113-114

Enfrentando os estamentos, o príncipe encontrou apoio nas camadas politicamente exploráveis, fora da ordem dos estamentos, Entre elas estavam, o clero, os literatos de educação humanista,a nobreza cortesã, os “gentis-homens” e o jurista de formação universitária.
O jurista de formação universitária e sua significação para a estrutura política do continente europeu.

p.114-115

Destaca-se principalmente pelo fato de que em toda parte a revolução da administração política na direção do Estado racional foi promovida pelos juristas formados.Sem esse racionalismo jurídico, a ascensão do Estado absolutista é tão pouco imaginável quanto à revolução (francesa). A significância do jurista na política ocidental, desde a ascensão dos partidos, não é acidental.
O funcionário autêntico.

p.116

O funcionário autêntico não se dedicará à política. Deve dedicar-se, de preferência, à “administração” imparcial.
O líder político.

p.116-117

Tomar uma posição, ser apaixonado, é, acima de tudo, o elemento do líder político.A honra dele está numa responsabilidade pessoal exclusiva pelo que ele faz.
Os tipos de figuras políticas.

p.117

Desde a época do estado constitucional, o “demagogo” tem sido o líder político típico no Ocidente.O publicista político, e acima de tudo o jornalista, é hoje o representante mais importante da espécie demagógica.
O jornalista político.

p.118-120

Nos partidos burgueses, no conjunto, as possibilidades de ascensão ao poder político, através deste caminho, são ainda piores, em comparação com o que ocorria na geração anterior.Naturalmente, todo político conseqüente precisou influir na imprensa, daí, precisou de relações com a imprensa.Até agora, porém, nossas grandes empresas jornalísticas capitalistas, que controlam especialmente a “cadeia de jornais”, com “anúncios classificados”, foram, regular e tipicamente, os fomentadores da indiferença política.
Os partidos e as organizações partidárias.

p.121-128

Em todas as associações políticas mais ou menos amplas, a organização política é necessariamente controlada por homens interessados no controle da política.A liderança ativa e seu séqüito recrutado livremente são os elementos necessários à vida de qualquer partido.

Os partidos eram a princípio, simples séqüitos da aristocracia. Em princípio, a natureza de um aparato partidário como associação de notáveis permanece inalterada.Ora, as formas mais modernas de organizações partidárias contrastam acentuadamente com esse estado idílico no qual círculos de notáveis e, acima de tudo, os membros do parlamento dominam.

Os seguidores do partido, e acima de tudo os seus funcionários e empresários, espera naturalmente uma compensação pessoal pela vitória de seu chefe.Sob esse aspecto, o elemento “carismático” de toda liderança funciona no sistema partidário.Em graus muito diferentes, esse sistema progrediu, embora em luta constante e latente com os notáveis locais e os membros do parlamento que lutavam pela influência.

Quais foram às conseqüências de todo este sistema?

p.129

Hoje em dia, os membros do Parlamento, normalmente não são nada mais do que homens bem disciplinados e sempre de acordo.
Como ocorre a seleção dos chefes fortes?

p.129

Depois das qualidades da vontade naturalmente a força do discurso demagógico é, acima de tudo, decisiva.
O que significa a entrega de cargos federais aos partidários do candidato vitorioso, para as formações partidárias de hoje?

p.130

Significa que partidos sem princípios opõem-se mutuamente.
Quem é a figura que surge no quadro desse sistema de máquina partidária plebiscitária?

p.131-133

Ele é o chefe político, empresário capitalista político que, por conta própria e correndo seu risco, fornece votos. Assim, existe uma forte máquina partidária capitalista, organizada de forma rigorosa e total, de alto a baixo, e apoiada por clubes de extraordinária estabilidade.
Quais foram, em essência, as condições decisivas da administração política na Alemanha?

P.134

Primeiro, os parlamentos foram impotentes. A isso devemos acrescentar a importância do funcionalismo especializado e formado na Alemanha. Um terceiro fator é o de que na Alemanha tivemos partidos, com opiniões públicas baseadas em princípios, que sustentaram que seus membros, pelo menos de maneira subjetiva, representavam genuinamente Weltanschauungen.
Considerando tudo isso, que aconteceu então aos políticos profissionais na Alemanha?

p.135-136

Não tiveram poder, responsabilidade e só puderam desempenhar um papel subordinado, como notáveis.Desde de a década de 1880 os partidos burgueses transformaram-se totalmente em associações profissionais, ou corporações, de notáveis.
Que condição intímas pode, então, oferecer essa carreira e que condições pessoais são pressupostas para quem nela ingressa?

p.137-139

Podemos dizer que três qualidades destacadas são decisivas para o político: paixão, senso de responsabilidade e senso de proporções.Portanto, a todo dia e a toda hora, o político tem de superar, interiormente, um inimigo bastante comum e demasiado humano: a vaidade vulgar.
A ação política.

p.140

O resultado final da ação política mantém com freqüência, e às vezes regularmente, uma relação totalmente inadequada e por vezes até mesmo paradoxal com o seu sentido original.
O ethos da política como “causa”.

p.141-142

Primeiro, vamos libertar-nos de uma falsificação muito trivial: ou seja, a de que a ética pode surgir primeiro num papel moralmente muito comprometido.Se há alguma coisa “vulgar”, então, isso é vulgar, e é o resultado desse modo de explorar a “ética” como meio de “estar com a razão”.
Que relações têm realmente a ética e a política?

p.142-151

O dever da fidelidade, para a ética absoluta, trata-se de um valor incondicional.

Devemos ser claros quanto ao fato de que toda conduta eticamente orientada pode ser guiada por uma de duas máximas fundamentalmente e irreconciliavelmente diferentes: a conduta pode ser orientada para uma “ética das últimas finalidades”, ou para uma “ética da responsabilidade”.

O meio decisivo para a política é a violência. Estamos colocados em várias esferas da vida, cada qual governada por leis diferentes.Normalmente, o protestantismo, porém, legitimou de forma absoluta o Estado como instituição divina e daí a violência como meio.

Quem contrata meios violentos para qualquer fim – e todo político o faz – fica exposto às suas conseqüências específicas.Quem deseja dedicar-se a política, e especialmente a política como vocação, tem de compreender esses paradoxos éticos.

Não podemos prescrever a ninguém que deva seguir uma ética de fins absolutos ou uma ética de responsabilidades, ou quando uma e quando outra.Uma ética de fins últimos e uma ética de responsabilidade não são contrastes absolutos, mas antes suplementos, que só em uníssono constituem um homem genuíno – um homem que pode ter a “vocação para a política”.

Conclusão.

p.152-153

A política é como a perfuração lenta de tábuas duras. Exige tanto paixão como perspectiva. Isso é necessário neste momento mesmo, ou os homens não poderão alcançar nem mesmo aquilo que é possível hoje. Somente quem tem a vocação da política terá certeza de não desmoronar quando o mundo, do seu ponto de vista, for demasiado estúpido ou demasiado mesquinho para iq eu ele lhe deseja oferecer. Somente quem, frente a tudo isso, pode dizer”Apesar de tudo!”tem a vocação para a política.

Leia mais em: http://www.webartigos.com/articles/28528/1/-A-POLITICA-COMO-VOCACAO-WEBER–FICHAMENTO/pagina1.html#ixzz1ThcNWG7L

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